23/02/2015

Indústria alavanca modernização do Poder Público Estadual

Não é segredo que a eficiência e a transparência da gestão são os roldanas que fazem com que a máquina de uma empresa possa produzir mais, com qualidade e com preços competitivos. Agora, com apoio do setor produtivo estadual representando pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul e Faems, essas premissas começam a chegar ao Governo de Mato Grosso do Sul por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que assinou um acordo de cooperação técnica para a adesão do Estado ao Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP).

 

Com a utilização de ferramentas voltadas para o equilíbrio financeiro das contas públicas e o incremento na capacidade de investimento, a iniciativa possibilita ao Estado um melhor planejamento e gerenciamento de políticas públicas. Afinal, nos dias atuais, apenas com uma gestão pública eficiente é possível chegar ao desenvolvimento e somente se alcança a boa governança pública com planejamento, definição de metas, enxugar gastos da máquina, valorizar pessoas, melhorar os processos, gerenciar projetos e ações, possibilitar a participação cada vez maior da sociedade, fazer parcerias com a iniciativa privada e dar transparência aos programas e gastos públicos.

 

Por meio do acordo de cooperação técnica entre o Estado e o Movimento, será possível garantir uma gestão comprometida em alcançar resultados expressivos, desenvolver a atuação das secretarias estaduais, recuperar a situação econômica e melhorar os serviços básicos prestados à sociedade. O PMGP utilizará ferramentas voltadas para a eficiência e a transparência da gestão na busca pelo equilíbrio financeiro das contas públicas e pelo incremento na capacidade de investimento, planejamento e gerenciamento em políticas públicas.

 

O governador Reinaldo Azambuja destaca que a parceria com MBC se consolida desde o período de transição de Governo, quando a entidade auxiliou no estabelecimento de riscos, metas e definição de prioridades, como reduzir funcionários e secretarias. "O Estado precisa de eficiência na gestão, é fundamental que possamos ser eficientes na arrecadação, mas também na aplicação do que se arrecada. Precisamos ter lucro para poder dividir esse lucro com a população", afirmou.

 

Segundo ele, a adesão ao Programa vem para ajudar a melhorar os indicadores do Governo. "É importante o Governo ter lucro para dividir com a sociedade, oferecendo uma saúde melhor, uma segurança pública de qualidade e uma educação que avence em níveis que realmente contribua para que os nossos jovens possam ter números positivos. Isso será feito com o financiamento da iniciativa privada, que tem empresas que estão aportando recursos no Movimento Brasil Competitivo para que eles possam auxiliar os governos. Então realmente não tem custo para o Governo, pois será financiado pelas próprias empresas, que acreditam que com um Governo mais eficiente, o ganho será maior, tanto para o setor produtivo, quanto para sociedade como um todo", declarou.

 

Reinaldo Azambuja reforça que o Estado tem várias experiências de governanças, resultados, eficiências e os governos hoje precisam buscar eficiência. "Uma gestão com resultados e com metas estabelecidas, principalmente, com o ganho que é de atender melhor as pessoas, trabalhar realmente em um resultado das nossas ações. Isso realmente é uma parceria, esse é um movimento que já preocupa hoje muitos Estados do País, que procuram esse nível de eficiência. Termos essa parceria que com certeza fortalece aquilo que nós buscamos que é uma gestão com planejamento, resultado e com metas estabelecidas para melhorar a qualidade de vida da nossa gente. É principalmente a organização interna, diminuição dos números de secretarias, o controle interno, ser eficiente para arrecadar, mas também eficiente nos gastos, economizar para que o governo possa ter lucro", declarou.

 

O governador ressalta que é importante o Governo ter lucro para dividir com a sociedade uma saúde melhor, uma segurança pública de qualidade, uma educação que avence nos níveis realmente para que os jovens possam ter números realmente positivos. "Esse é um conjunto de todo um esforço que começou na época já de transição quando procuramos o apoio do MBC e agora se consolida com a assinatura desse termo de compromisso para que possamos nos próximos anos trabalhar junto a favor de uma boa eficiência e de gestão. Isso já começou na época da transição com o apoio que eles vieram nos dar, montar os riscos, a equipe de transição e começou agora também com o início do Governo desde a estruturação do modelo de gestão que nós implantamos que é modelo para ter eficiência. Isso é feito por meio de um financiamento da iniciativa privada, são as empresas que aportam os recursos no Movimento Brasil Competitivo para que eles possam auxiliar os governos. Então realmente não tem custo para o Governo, pois são as próprias empresas que acreditam que você ter um governo com mais eficiência e com mais resultado será possível alcançar um ganho conjunto para toda a sociedade", analisou.

 

Após apresentar breve histórico do movimento pela gestão, produtividade e competitividade no País, o presidente fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter, defendeu a governança no Brasil e disse enxergar enorme potencial de crescimento de Mato Grosso do Sul desde que o modelo de gestão seja adequado às necessidades da população. "Hoje 40% do PIB vem da administração pública, por isso é fundamental que gestores de todo o país implantem novas tecnologias para organizar o Estado e, o mais importante, melhorar a qualidade dos serviços oferecidos ao cidadão, pois esse é o principal objetivo de qualquer gestão pública", pontuou.

 

Jorge Gerdau destacou que o processo político no Brasil carece de visão estratégica de médio e longo prazos. "Se você tem a captação de recursos e de receitas e tem a área dos serviços, na realidade o ponto mais importante é a melhoria da qualidade dos serviços que se presta ao cidadão. No fundo, todo o objetivo da qualidade que se busca na gestão é melhorar a qualidade de vida do cidadão e melhorar as condições competitivas que os Estados têm. Por isso, o setor público precisa utilizar técnicas e instrumentos que melhorem a eficiência pública. Nos hospitais públicos, por exemplo, são áreas onde a média de dias de doentes internados precisa ser melhorada. Com boas técnicas de gestão e utilizando conhecimento plenamente, você pode melhorar o atendimento de pessoas", exemplificou.

 

Ele completa que na Santa Casa de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, quando começou a trabalhar a questão de gestão, há praticamente 15 anos, se tinha uma fila que às vezes levava 10 horas. "Nós conseguimos com desdobramento das filas reduzir isso em um tempo inferior a 13 minutos de atendimento. Na soma dessas experiências que nós temos, os resultados são altamente significativos e nós temos convicção de que essa mobilização da sociedade no sentido de apoiar o Governo para fazer essas melhorias vai ser altamente benéfico ao Estado e, principalmente, para os cidadãos", pontuou, completando que a melhoria de gestão é uma tarefa de anos e anos, mas que se obtém resultados muito interessantes. "Tenho muita convicção de que aqui é um Estado novo, então não tem passivos históricos como outros e tem toda a condição de construir um Estado absolutamente diferenciado já utilizando essas tecnologias em benefício ao desenvolvimento", assegurou.

 

REPERCUSSÃO - Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a adesão ao Programa do MBC demonstra o esforço tanto do setor produtivo quanto do Governo do Estado em melhorar as condições para que o desenvolvimento avance. "Nós empresários hoje para sobrevivermos ao mercado competitivo temos que de imediato trabalhar a competitividade e o Estado hoje demonstra com clareza esse objetivo com a assinatura desse convênio, que conta com o apoio irrestrito do setor empresarial por meio das Federações da Indústria, do Comércio e da Agricultura e Pecuária e das associações comerciais. Esse é o novo Mato Grosso do Sul", declarou.

 

Ele completa que esse debate sobre melhorias na gestão pública já vinha há tempos sendo feito pela Fiems. "Agora, estamos comemorando com muita alegria para todos os empresários do nosso Estado a adesão do Governo ao Programa Modernizando a Gestão Pública. São empresas formadas e liberadas pelas Federações que estão pagando esse projeto", reforçou, referindo-se a Vetorial, Vale, Fibria, Fatex, Plaenge, Rodosul, Implal, TNG, Grupo Zahran, Metal Frio, Feral Metalúrgica, Grupo Enzo e Egelte, além da Fiems, Famasul, Fecomércio, Faems, Biosul, Sinpetro, Setlog, Amas, Asmad, CDL CG e sindicados varejistas.

 

Já o presidente do Conselho Superior do MS Competitivo e da Fecomércio/MS, Edison Araújo, destacou a importância da implantação do novo modelo de gestão pública. "Para nós é um motivo de muito orgulho de hoje poder estar assinando esse convênio entre o governo do Estado, MS Competitivo, MBC e as Federações que estão aportando financeiramente um recurso para que o governo possa estar implantando esse novo modelo de gestão em nosso Estado", disse.

 

Na avaliação do diretor-secretário da Famasul, Rui Facchini, a expectativa é grande. "Vemos o quanto o novo Governo está preparado para o desenvolvimento do Estado, quando falamos em governança, gestão e responsabilidade social tocamos em pontos fundamentais para o desenvolvimento", disse, lembrando que os três aspectos estão contemplados no programa. De acordo com o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti Júnior, os empresários estão dando um voto de confiança para o Governo. "Vemos que tudo o que foi proposto durante a campanha, com relação à participação dos empresários e produtores está sendo cumprido, então nos também precisamos demonstrar a nossa confiança", afirmou.

 

Edição Online

23.02.2015

Edição 72

Ver Edição

Fiems no facebook

Fiems no twitter

Edi��es Anteriores